A melatonina e o sono em crianças




A melatonina foi isolada e caracterizada como um hormônio produzido pela glândula pineal no final da década de 50. A partir daí inúmeros estudos trataram das funções da pineal e da melatonina, que surpreendentemente parece agir em praticamente todos os sistemas fisiológicos. Por ser sintetizada e secretada apenas durante o período de escuro, funciona como um sinalizador, para o meio interno, do dia e da noite. A produção de melatonina diminui com o envelhecimento. Devido à sua potente ação indutora de sono, a melatonina tem sido utilizada na terapêutica das perturbações do sono, principalmente nas insônias, nos transtornos decorrentes da mudança de fusos horários e nos trabalhadores com jornada noturna. Os estudos da melatonina nos distúrbios do sono na infância, são ainda raros; o primeiro relato de uso clinico em crianças é de 1991, quando foi administrado melatonina a um menino de 9 anos com um ritmo sono-vigília profundamente alterado e, após receber a medicação, houve correção do padrão. Jan et al. (1994) administraram melatonina a 15 crianças com insônia e déficit visual com resultados promissores. Apesar de sabermos que a melatonina é um potente indutor de sono, não sabemos bem como ela se comporta nas várias alterações do sono. O esclarecimento das funções da melatonina contribuirão para a elucidação do papel da glândula pineal e do sono. O uso da melatonina na prática clínica, sobretudo em crianças, ainda carece de maiores e melhores estudos. Assim a compreensão das funções e dos mecanismos de ação da melatonina, embora interessantes, ainda oferecem reservas para sua aplicabilidade na clínica.

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